O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Walter Delgatti Neto, conhecido como o “hacker da Vaza Jato”. Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos, incluindo uma suposta ordem de prisão contra o próprio ministro, assinada em nome dele.
A defesa havia solicitado a progressão de pena para o regime semiaberto, mas Moraes considerou que as ações de Delgatti foram extremamente graves e que não houve mudança nas circunstâncias que justificaram sua detenção.
Delgatti está detido na Penitenciária 2 de Tremembé (SP), onde divide espaço com outros presos famosos. Ele foi condenado ao lado da deputada Carla Zambelli (PL-SP), considerada mentora da invasão ao sistema. Zambelli segue foragida na Itália, com nome na lista da Interpol e alvo de pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. Ela foi sentenciada a 10 anos de prisão e à perda do mandato, mas está licenciada da Câmara enquanto seu caso é analisado. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o ataque ao CNJ teve como objetivo minar a credibilidade do Judiciário e reforçar suspeitas sobre as eleições de 2022.


