Sim, Ainda Vale Acreditar em Heróis — E Esse Superman Prova Isso!

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Crítica: Superman (2025)

Um filme que tem a pretensão de, desde o seu pré-título oficial, dar os primeiros passos na história de um personagem tão emblemático, inspirador e já tão representado nas telas, conseguiu alcançar seu objetivo com o clamor da opinião pública — ainda que com alguns pequenos detalhes a serem observados, como ocorre com todo iniciante ao dar suas primeiras caminhadas.

Isso porque ele não ouviu os apelos de fãs acalorados de outras versões, nem se prendeu aos clichês de origem já conhecidos por qualquer admirador da mística do personagem. E isso ele deixa claro ao espectador comum: este filme é, sim, feito para agradar quem curtiu e curte quadrinhos, sabendo que se trata de uma obra de fantasia. Sem se preocupar com verossimilhança, senso de realidade ou com aquilo que já deu certo nas versões passadas.

O contrário disso é o que assisti: uma versão fresca, com nova roupagem, uma veia ácida e uma nova visão sobre personagens que, ou nunca estiveram em tela, ou sempre foram retratados de modo batido e clichê.

James Gunn nos acena com todas as suas ideias, colocadas meticulosamente em locais estratégicos, chocantes, emocionantes e abertos em possibilidades para muito mais do que apenas o próximo filme da franquia — que, aliás, acaba de ser renovada. Vai muito além.

Fica clara a noção de Gunn sobre um universo coeso, desenhado e pronto para ser explorado por seus colegas roteiristas e diretores das outras obras relacionadas.

Lois Lane (vivida por Rachel Brosnahan) rouba a cena, por seu comportamento empoderado, independente, provocativo e inquieto, na minha visão, mais até do que o próprio Krypto, esperado e explorado alívio comico e fofonico do filme. Jimmy Olsen (interpretado por Skyler Gisondo) se destaca como uma espécie de “salvador da pátria” por seu magnetismo com as jovens garotas do filme, mas carrega, em seu comportamento, um segredo — um subtexto que pode revelar algo maior: talvez outro personagem, ou até uma revelação surpreendente.

Os pais de Clark — Jonathan Kent (vivido por Pruitt Taylor Vince) e Martha Kent (interpretada por Neva Howell) — são mais humanos e, paradoxalmente, menos apoteóticos do que os antes representados na telona. Isso emociona justamente por mostrarem-se pais verdadeiros e falhos, que criam um ser extraordinário com base no amor simples e no principio base da humildade, em vez de bater semre na tecla de um heroísmo idealizado.

Superman, é imaturo, inexperiente, e está, no momento da trama, tornando-se menos impulsivo, ainda que acredite profundamente em seus princípios. Ele deseja ser mais “super” do que “humano” para resolver os problemas de um país fictício oprimido pela mão pesada da grande nação da “liberdade” mas aprende com a história a encontrar o seu caminho do meio e reconhecer que não é capaz de ajudar todos a resolver tudo que for problema.

Os novos heróis e personagens inesperados — como Guy Gardner (Nathan Fillion), Metamorfo (Anthony Carrigan), A Engenheira (María Gabriela de Faría), A Mulher Gavião (Maria Merced) e Sr. Incrível (Edi Gathegi) — surgem de forma deliciosa e promissora, indicando que serão centrais em aventuras futuras e improváveis parcerias com mais personagens nunca esperados na telona, pode esperar!

E o que dizer do Lex Luthor de Nicholas Hoult? Com total propriedade, o jovem ator assume o manto de um dos vilões mais poderosos da DC. De forma irritante, mimada e psicopata, ele não mede consequências desastrosas para os outros em prol de sua sanha: acabar com aquele que ocupa o lugar que ele tanto cobiça — o posto de ser o mais admirado e poderoso da face da Terra.

Por fim, até Kevin Feige, produtor do universo Marvel, foi humilde e inteligente ao admitir o sucesso do novo filme do Homem de Aço. Ele aproveitou para rechaçar a ideia, antes propagada por críticos e autores de outras vertentes, de que o público estava cansado de “filminho de herói”. Não. O que a gente sentia falta eram filmes com estrutura, pureza e inocência — capazes de plantar esperança, curiosidade e uma mensagem sincera ao final.

Essa mensagem, inclusive, é lindamente expressa quando Superman declara seu dilema e seu amor pela esperança, contrariando a filosofia dos biológicos pais — que, na minha leitura, foi maldosamente completada de forma mais crua e cínica pela personagem da Engenheira, quase numa pegada à The Boys, para ser arma na mão de Lex e sua narrativa para queimar o filme do Kryptoniano. (Sim! Até essa vibe assustadoramente apaixonante tem sua referência no filme!)

Assistirei Superman novamente assim que estiver disponível no streaming, para manter acesa a chama dos bons títulos e tramas que estão por vir. E recomendo a todos que ainda estão receosos: vá ao cinema de coração aberto e deixe os preconceitos do lado de fora da sala.

David Corenswet nasceu para o papel. E ainda nos brindará com mais atuações carregadas de sentimento e ingenuidade — características que, para muitos, simbolizam a verdadeira força desse personagem: levantar a bandeira da esperança, alimentar o amor ao próximo e a fé na bondade. Mesmo que isso soe inocente — ou até ingênuo — é justamente aí que mora o encanto. E eu aposto: ele vai amadurecer e nos surpreender muito mais! E estaremos aqui, aguardando a proxima trama ser lançada.

Superman é o Filme de Herói que o público carente e o Gênero Precisava!

Ps.: Por favor Gun, faça um curta falando sobre como a Supergirl adotou ou chegou até Krypto e como ele se comporta quando ninguém está vendo! Me cobrem, por que ele vai!

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