Morre a carne mas a lenda será eterna!

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Nota do Nerdalhão, Marcelo Franco, sobre a passagem de Ozzy Osbourne.

No último dia 5 de julho, o Dia Mundial do Rock, uma apresentação histórica no estádio Villa Park, na cidade de Birmingham, na Inglaterra, colocava os acordes finais na vida de um dos maiores astros e ícones do rock mundial. John Michael “Ozzy” Osbourne não apenas se tornou um dos pais e maiores difusores do heavy metal como vocalista do Black Sabbath, como também desenhou, com muita lisergia, loucura, atitude e uma ousadia únicas, seu lugar eterno no imaginário da cultura pop da humanidade.

O cara que, na juventude transviada e fora da escola aos 15 anos, chegou a encarar o trabalho de ajudante em um matadouro de frigorífico, também atuou fazendo pontas em filmes até estrelar seu próprio reality show na MTV americana. Suas idas e vindas com a banda, a música, a saúde e a carreira fazem de Ozzy um fortíssimo candidato a ter sua vida retratada nas telonas. Uma vida cinematográfica que teve seu último acorde marcado pela derrota para o mal de Parkinson neste fatídico 22 de julho.

Durante o show em Villa Park, visível e heroicamente enfrentando os efeitos implacáveis do Parkinson, Ozzy, do alto de seu trono, entregou aos fãs uma última oportunidade de ver mais um dos grandes nomes precursores do rock, com muita energia e gratidão. Antes de causar uma comoção visível entre os fãs ao executar uma interpretação sentimental de “Mama, I’m Coming Home”, Ozzy proferiu um último e sincero agradecimento aos fãs por terem permitido ostentar aquele estilo de vida que todos do Black Sabbath levaram até aquele momento.

Além disso, Tom Morello (sim o guitarrista da Rage Against The Machine e diretor musical dessa apresentação) fez questão de declarar que o show também teve um propósito maior: arrecadou mais de 190 milhões de dólares para institutos que pesquisam e combatem o Parkinson, deixando não só um legado musical, mas também um gesto de solidariedade que pode ajudar a salvar e melhorar muitas vidas.

Mas a certeza que tenho é de que a gratidão é nossa, Ozzy. Se não fosse sua trajetória e legado, diversas vidas não teriam sido tocadas e inspiradas por cada sentimento diferente em todas as músicas que você cantou. Nós é que agradecemos a essa figuraça fora da curva que você é. Sim, é. Pois seu legado e sua arte permanecem vivos. A carne e o casco foram só o recipiente que nos brindou com a loucura genuína da sua essência.

Agora vai, cara! Vai lá prestar contas ao pobre morcego decapitado e tentar entender o que existe depois deste plano. Quem sabe, encontrar sua mãe. Enfim.

Não obstante, além do filme do show “Back to the Beginning: Ozzy’s Final Bow” que será lançado nos cinemas no início de 2026, posso imaginar Joseph Quinn no papel dramático de uma merecida cinebiografia dessa lenda, mas aí, meus amigos, será outra nota do seu amigo emocionado Nerdalhão aqui.

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