Uma funcionária do McDonald’s relatou ter sido agredida após esbarrar acidentalmente no marido de outra mulher. O incidente, ocorrido em 1º de janeiro deste ano, resultou em marcas de agressão em seu corpo. Segundo o relato, a ex-colaboradora desenvolveu Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) devido à falta de suporte da empresa após o ocorrido. Sua mãe, que preferiu ter sua identidade preservada, afirmou que a filha ficou com ferimentos visíveis e precisou de assistência médica devido ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) apresentado.
O McDonald’s, por sua vez, declarou que não foi oficialmente informado sobre o caso até o momento. A empresa enfatizou seu compromisso com a criação de um ambiente seguro e respeitoso, repudiando toda forma de violência. Inicialmente, houve um acordo informal no qual a rede se comprometeu a colaborar na identificação dos agressores por meio das imagens das câmeras de segurança. No entanto, as imagens fornecidas mostraram apenas o momento em que a vítima foi socorrida, omitindo as evidências da agressão e dos agressores.
A defesa da vítima, representada pelas advogadas Simone Machado e Tania Reis, alegou que a omissão da empresa em prestar auxílio, evitar a fuga dos agressores e fornecer as imagens completas configura uma violação grave de deveres legais, gerando responsabilidade civil. As advogadas destacaram que a agressão ocorreu durante o expediente, na presença de clientes, agravando o sofrimento da funcionária e expondo-a a uma humilhação pública.
Apesar de os agressores não serem funcionários da empresa, as advogadas argumentaram que o ocorrido nas dependências do estabelecimento, durante o expediente de trabalho, impõe à empregadora a responsabilidade de garantir um ambiente seguro, tanto física quanto psicologicamente, para seus colaboradores. A vítima, de 19 anos, sofreu ferimentos na boca durante o incidente em Praia Grande (SP) e, segundo sua mãe, continuou a trabalhar após o ocorrido.
A mãe relatou que a filha foi insultada pela esposa do cliente no estacionamento do restaurante e que, apesar dos xingamentos, pediu desculpas e prosseguiu com suas atividades. Ninguém teria acionado a Polícia Militar ou o resgate no momento da agressão, e os agressores fugiram sem prestar socorro. A mãe precisou buscar a filha no trabalho e juntas decidiram não esperar atendimento médico devido à longa espera no pronto-socorro por conta do feriado.
No dia seguinte, a jovem registrou um boletim de ocorrência sobre o incidente. O McDonald’s afirmou que ofereceu suporte à colaboradora e está colaborando com as autoridades. A empresa reiterou sua posição contrária a qualquer forma de violência e reforçou seu compromisso com um ambiente de trabalho respeitoso.


