Paralisação parcial deixa caçambas transbordando em Santos, São Vicente, Guarujá e outras cidades por disputa salarial
Uma paralisação parcial dos coletores de lixo completa uma semana afetando seis municípios da Baixada Santista. O movimento grevista compromete 30% do efetivo de trabalhadores em Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga, Cubatão e Praia Grande.
As consequências já são visíveis nas ruas: recipientes lotados e resíduos acumulados nas calçadas, inclusive em áreas turísticas como o bairro Gonzaga. O serviço de coleta urbana opera com apenas 70% da capacidade normal, criando riscos à saúde pública.
O conflito surgiu durante negociações salariais entre sindicatos e empresas do setor. Os funcionários reivindicam reajuste linear de 7%, enquanto a Terra Santos Ambiental propõe 5,5% nos vencimentos e 7,5% nos benefícios. Aproximadamente três mil profissionais, incluindo motoristas, rejeitaram a oferta patronal.
A Justiça do Trabalho estabeleceu prazo para apresentação de defesas e ressaltou a essencialidade do serviço. A empresa garante cumprir determinações legais e organizar escalas para manter operações básicas enquanto aguarda resolução do impasse.


