Pesquisa analisou infraestrutura e conservação de prédios escolares. Problemas estruturais comprometem aprendizado e aumentam evasão estudantil.
Pesquisa da Fundação Getulio Vargas revelou disparidade alarmante na infraestrutura educacional brasileira: a degradação física das escolas públicas supera em até 27 vezes os níveis observados nas instituições privadas. O estudo avaliou critérios como conservação predial, equipamentos e condições gerais de funcionamento.
Nas escolas públicas predominam problemas estruturais crônicos incluindo infiltrações, mobiliário deteriorado, instalações sanitárias precárias e ausência de manutenção adequada. Esses fatores prejudicam diretamente o processo educativo, contrastando com instituições privadas que mantêm padrões elevados de conservação e ambientes propícios ao ensino.
A degradação física transcende questões estéticas, impactando concretamente o desempenho acadêmico. Estudantes expostos a ambientes deteriorados apresentam maiores dificuldades de aprendizagem, taxas superiores de abandono escolar e rendimento inferior comparado a colegas em melhores condições estruturais.
A FGV enfatiza que investimentos consistentes em manutenção e infraestrutura constituem prioridade para reduzir desigualdades educacionais. O estudo reforça necessidade urgente de políticas públicas focalizadas na melhoria das condições físicas escolares, garantindo ambientes adequados para desenvolvimento integral dos estudantes.


