Encalhe em massa aconteceu em Ilha Comprida nos últimos cinco dias. Animais estavam em decomposição avançada
O Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) registrou um “encalhe em massa” de pinguins-de-magalhães em Ilha Comprida, no litoral paulista. Mais de 350 animais foram encontrados mortos nos últimos cinco dias, todos em estágio avançado de decomposição que impossibilita determinar a causa exata dos óbitos.
Entre as hipóteses levantadas pelo instituto estão os efeitos da migração por longas distâncias, dificuldade para encontrar alimento, parasitoses, quadros infecciosos e interação com atividades pesqueiras. O IPeC continua monitorando as ocorrências através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.
O pinguim-de-magalhães é uma espécie comum na região que vive em alto mar se alimentando de pequenos peixes, lulas e crustáceos. Segundo especialistas, as principais ameaças à espécie incluem contaminação oceânica por plástico, derivados de petróleo e derramamentos de óleo que grudam nas penas e causam hipotermia.
Quem encontrar animais debilitados deve contatar o IPeC pelos telefones (13) 3851-1779, 0800 642 33 41 ou WhatsApp (13) 99691-7851. Em julho, outro pinguim foi resgatado vivo na Praia da Enseada, no Guarujá.


