Operação atingiu Agência Nacional de Deficiência e distribuidora. Emmanuel Kovalivker foi preso tentando fugir com US$ 266 mil
A Justiça argentina realizou buscas nesta sexta-feira em endereços ligados ao suposto esquema de propina que envolve Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral do governo. Agentes cumpriram mandados em quatro escritórios da Agência Nacional de Deficiência (Andis) e da distribuidora Suiza Argentina.
A operação integra investigação que já resultou em cerca de 20 buscas na semana passada. Emmanuel Kovalivker, proprietário da distribuidora, foi detido tentando fugir com US$ 266 mil (R$ 1,4 milhões) em envelopes durante cumprimento de mandado no endereço do irmão Jonathan.
O escândalo começou em 19 de agosto com vazamento de áudios nos quais Diego Spagnuolo, ex-chefe da Andis, afirma que Karina Milei recebia propinas pela compra de medicamentos da agência. Spagnuolo foi demitido um dia após o vazamento e disse ter alertado o presidente sobre o esquema.
Javier Milei rejeitou as acusações, chamando-as de “mentira” e prometendo processar Spagnuolo. A Secretaria Presidencial classificou as denúncias como manobra política da oposição em ano eleitoral. Eduardo “Lule” Menem, braço direito de Karina, também está envolvido nas suspeitas.


