Metanol usado pelo PCC danifica motor e reduz rendimento em 25%

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Produto é mais barato e de difícil detecção nos combustíveis. Pode causar superaquecimento do motor e corrosão de componentes

A megaoperação contra o PCC revelou uso de metanol para adulterar combustíveis devido ao baixo custo e dificuldade de detecção. O produto é subproduto do gás natural, tem carga tributária menor que combustíveis automotivos e se dissolve facilmente na gasolina e etanol sem separação visível.

A ANP permite até 0,5% de metanol na mistura, mas investigações apontaram percentuais de até 90% em alguns postos. A diferença energética é significativa: um litro de etanol possui 25% mais energia que o metanol, resultando em menor rendimento e autonomia para veículos.

Os danos ao veículo incluem superaquecimento do motor, pois a combustão fica “pobre” em combustível, gerando calor excessivo que pode queimar válvulas e derreter velas. O metanol também é altamente corrosivo, atacando plásticos e borrachas do sistema de combustível.

Existem três tipos de metanol: cinza (do gás natural), azul (com captura de carbono) e verde (energia renovável). O produto já foi usado na Fórmula Indy até 2022, quando foi substituído por etanol 100% renovável devido aos problemas de corrosão.

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