Moraes defende independência da Corte, Gonet apresenta provas da trama golpista e defesas contestam acusações. Sessão continua quarta-feira
O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento histórico de Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de participar da trama golpista. O primeiro dia foi marcado por três momentos centrais: defesa da independência judicial, apresentação das acusações e contestação das defesas.
Moraes contra pressões externas O relator Alexandre de Moraes abriu a sessão defendendo a soberania nacional e criticando uma organização criminosa “covarde e traiçoeira” que atua no exterior contra a Justiça brasileira, em referência às sanções americanas e ações de Eduardo Bolsonaro nos EUA. Ele enfatizou que o STF julgará com imparcialidade, condenando onde houver provas e absolvendo em caso de dúvida razoável.
Acusação enumera provas O procurador-geral Paulo Gonet apresentou as evidências da trama golpista, incluindo ataques às urnas, ameaças ao Judiciário, planos para assassinar autoridades, uso da PRF para barrar eleitores nordestinos e os atos de 8 de janeiro. Ele argumentou que não é necessária assinatura presidencial para configurar tentativa de golpe, bastando as reuniões e ações concretas.
Defesas contestam acusações As defesas negaram participação na trama. O advogado de Mauro Cid reforçou a validade da delação premiada, enquanto a defesa de Ramagem alegou que ele não integrava o governo na época dos fatos. Cármen Lúcia corrigiu advogado sobre diferença entre processo auditável e voto impresso.
O julgamento continua quarta-feira com as defesas de Bolsonaro e três generais, seguido pelos votos dos ministros.


