Dispositivo do IFPE usa som e vibração para detectar barreiras acima da cintura. Projeto vence prêmio nacional de inovação
Pesquisadores do Instituto Federal de Pernambuco desenvolveram óculos sensoriais que ajudam pessoas cegas a identificar obstáculos durante a locomoção. O dispositivo complementa o uso da bengala, alertando com som e vibração sobre barreiras acima da linha da cintura.
A tecnologia foi inspirada na ecolocalização de golfinhos e morcegos, utilizando sensor similar ao de ré automotivo. O aparelho detecta obstáculos, processa informações através de microcontrolador e emite alertas sonoros e vibratórios para o usuário.
O projeto venceu duas categorias do Prêmio Inova 2025: “Especial Acessibilidade” e “Destaque”. A ideia surgiu em 2015 após relatos de José Carlos Amaral, revisor de Braille do IFPE, sobre dificuldades com obstáculos aéreos como galhos, extintores e placas.
Atualmente em formato clip-on para adaptação a diferentes óculos, o dispositivo custa cerca de R$ 2 mil em laboratório, mas pode baratear com produção industrial. A startup Synesthesia Vision foi criada para comercialização, visando as mais de 500 mil pessoas cegas no Brasil.


