Seis pesquisadores denunciaram ao Congresso americano que empresa contratou advogados para filtrar investigações. Meta nega acusações
Ex-funcionários da Meta acusaram a empresa de suprimir regularmente pesquisas internas sobre riscos à segurança infantil em plataformas de realidade virtual. As denúncias foram feitas por seis pesquisadores em depoimento ao Congresso dos EUA na terça-feira.
Segundo os denunciantes, após investigação congressual em 2021, a Meta contratou advogados para filtrar, editar e barrar investigações sensíveis sobre segurança. A empresa teria tentado “estabelecer negação plausível” sobre efeitos negativos dos produtos de realidade virtual em jovens.
“A Meta está ciente de que sua plataforma de VR está cheia de menores de idade e ignora deliberadamente esse conhecimento”, declarou a ex-pesquisadora Cayce Savage. Documentos internos mostram que funcionários alertaram repetidamente sobre menores de 13 anos burlando restrições etárias.
Em 2017, estimava-se que 80-90% dos usuários de algumas salas virtuais eram menores. Após vazamentos de Frances Haugen, a empresa impôs normas restritivas a pesquisas sobre temas “sensíveis” como infância e assédio.
A Meta negou as acusações através da porta-voz Dani Lever, classificando-as como “narrativa predeterminada e falsa”. A empresa destacou proteções desenvolvidas para jovens usuários.


