Empresa é acusada de recusar serviços a usuários com animais de apoio e cadeiras de rodas. DOJ alega violação da Lei dos Americanos com Deficiências
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos processou a Uber por supostamente discriminar pessoas com deficiência física, violando a Lei dos Americanos com Deficiências (ADA). A divisão de direitos civis do DOJ alega que a empresa e seus motoristas “rotineiramente recusam atender pessoas com deficiência, incluindo aquelas que viajam com animais de apoio ou usam cadeiras de rodas dobráveis”.
A Uber também é acusada de cobrar taxas extras de passageiros que necessitam acomodações especiais, incluindo taxas de cancelamento quando o serviço é negado. Segundo o DOJ, essas ações causaram “danos econômicos, emocionais e físicos significativos a pessoas com deficiência”.
A empresa contestou as alegações em comunicado, afirmando “discordar fundamentalmente” das acusações e possuir “política clara de tolerância zero para negativas de serviço confirmadas”. A Uber destacou que todos os motoristas devem concordar com sua política de animais de apoio antes de usar o aplicativo.
Esta não é a primeira vez que a Uber enfrenta tais acusações. Em 2021, o DOJ já havia processado a empresa por cobrança excessiva de passageiros com deficiência, resultando em acordo em 2022 com pagamento de milhões para mais de 65 mil usuários afetados.
O processo foi protocolado quinta-feira no tribunal federal da Califórnia.


