Conselho Especial de Justiça absolveu dois policiais por falta de provas. Caso ocorreu no Jardim Rio Branco durante Operação Verão em fevereiro de 2024
O Conselho Especial de Justiça absolveu dois policiais militares denunciados por fraude processual, na qual teriam supostamente implantado duas armas junto a suspeitos mortos durante ação em São Vicente. Cabe recurso da decisão.
O caso ocorreu no bairro Jardim Rio Branco durante a Operação Verão, em fevereiro de 2024. Boletim de ocorrência registrou que policiais foram alvos de tiros em ação contra tráfico de drogas e reagiram, atingindo suspeitos.
Nas imagens obtidas pelo g1, é possível ouvir um dos suspeitos dizendo estar desarmado: “Não tem arma, senhor”.
No julgamento do dia 23, o Conselho absolveu por unanimidade o capitão Gabriel Marinho Gonçalves Pereira e o cabo Jander de Oliveira Araújo por falta de provas suficientes para condenação.
A denúncia do Ministério Público analisou imagens das câmeras corporais. Segundo o MP-SP, o vídeo mostra Jander mexendo nas roupas de um baleado enquanto Marinho segurava fuzil ao fundo, momento em que “não se vê nenhuma arma com os civis”.
O MP alegou que os denunciados “decidiram alterar a cena do crime e simular situação de confronto”.
A defesa afirmou que demonstrou no processo que “as armas já estavam de posse dos indivíduos no confronto, antes da chegada de qualquer equipe policial”. Alegou também que os PMs “não teriam condição de ter alterado o local”.
O Conselho entendeu de forma unânime não haver prova demonstrando ato ilícito por parte dos agentes.


