Governo Tarcísio propõe R$ 325,8 milhões, queda de R$ 666,4 milhões previstos para 2025. Corte ocorre em meio à infiltração do PCC na economia formal
O Governo de São Paulo reduziu pela metade o orçamento destinado à integração e aparelhamento da segurança para combate ao crime organizado. No projeto de Lei Orçamentária para 2026, enviado à Assembleia Legislativa na terça-feira (30), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) propôs R$ 325,8 milhões, menos da metade dos R$ 666,4 milhões previstos para 2025.
Apesar da redução, o governo manteve meta de comprar mais de 60 mil equipamentos, veículos e armamentos para combate ao crime organizado. A LOA será discutida pelos deputados e pode sofrer alterações até votação em dezembro.
O envio da proposta acontece menos de um mês após assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, executado por suspeitos de integrar o PCC em Praia Grande. No final de 2024, criminosos ligados à facção assassinaram Vinícius Gritzbach, delator do PCC, no Aeroporto de Guarulhos, com participação de policiais.
As investigações sobre a morte de Gritzbach revelaram infiltração do PCC entre membros da Polícia Civil paulista. Operações recentes do Ministério Público mostram que a facção tem se infiltrado em diferentes setores da economia, inclusive no mercado financeiro.
O projeto prevê orçamento total de R$ 21,2 bilhões para a Secretaria da Segurança Pública em 2026, aumento de 3% em relação aos R$ 20,6 bilhões previstos para 2025.
A redução orçamentária contrasta com crescente desafio representado pelo PCC, que tem expandido atuação para além do tráfico de drogas, alcançando infiltração em instituições públicas e setores econômicos formais.


