Técnica criada em 2022 é mais simples e barata que métodos atuais. Universidade afirma que faltou procura por parte da indústria
Cientistas do Instituto de Química da Unesp em Araraquara desenvolveram em 2022 método capaz de identificar presença de metanol e outras adulterações em bebidas alcoólicas. Mais simples, barato, rápido e eficiente que os disponíveis atualmente, foi submetido a pedido de patente ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial.
Em meio à alta de registros de intoxicações pela substância no Brasil, a técnica poderia estar em vigor como prevenção. No entanto, nunca foi comercializada por “falta de procura por parte da indústria ou de empresas interessadas em fabricar”, segundo assessoria da universidade.
A tecnologia pode ser executada em destilados como cachaça, vodca e uísque, além de amostras de gasolina e etanol. Caso produzida em larga escala, deve beneficiar produtores de petróleo, donos de postos de combustíveis, casas de eventos e consumidores.
O produto não demanda mão de obra especializada para análises e dispensa necessidade de laboratórios altamente equipados. Larissa Modesto, mestranda do IQ e autora principal da invenção, detalha a utilidade da tecnologia.
Nos últimos dias, a Unesp começou a receber contatos de bares e restaurantes que demonstraram interesse. Contudo, para ser ofertado, o método precisa ser fabricado em larga escala.
Empresas interessadas podem entrar em contato com a Agência Unesp de Inovação pelos e-mails auin@unesp.br e auin.tt@unesp.br.
O caso evidencia desafio comum na transferência de tecnologia entre universidades e setor produtivo no Brasil, onde soluções inovadoras desenvolvidas na academia nem sempre chegam ao mercado por falta de conexão com potenciais interessados.


