Ferramenta prevê desmoronamento de vulcões e tsunamis

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Penn State cria modelo computacional que antecipa colapsos de encostas vulcânicas. Tecnologia pode salvar milhares de vidas em regiões de risco.

Cientistas norte-americanos desenvolveram sistema capaz de antecipar catástrofes vulcânicas com semanas de antecedência. Pesquisadores da Penn State apresentaram modelagem computacional que identifica condições para desmoronamentos mortais em montanhas ativas, fenômeno responsável por tsunamis devastadores como o de Anak Krakatau em 2018, que vitimou mais de 400 pessoas na Indonésia.

A ferramenta analisa pressão do magma subterrâneo e inclinação de fraturas rochosas para determinar vulnerabilidade das encostas. Estudos via satélite revelaram que o vulcão indonésio deslizou 15 metros ao longo de 12 anos antes do colapso, permitindo posicionamento estratégico de sensores terrestres para vigilância contínua. A professora Christelle Wauthier destaca que falhas com ângulos baixos tornam-se críticas quando fissuras se abrem sob o cume.

Com 29 milhões de habitantes globalmente residindo a menos de 10 quilômetros de vulcões ativos, a inovação complementa avanços recentes em inteligência artificial e fibra ótica para detecção precoce. A tecnologia InSAR já monitora movimentações milimétricas, oferecendo às comunidades tempo valioso para evacuação organizada.

Salvamento preventivo: combinação de sensores e modelos preditivos transforma gestão de riscos geológicos mundialmente.

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