Estudo compara frutas integrais com snacks industrializados. Fibras naturais e compostos bioativos explicam benefícios superiores da manga.
Pesquisa publicada no periódico Foods desafia percepções convencionais sobre açúcares e diabetes. Durante 24 semanas, participantes de 50 a 70 anos que consumiram manga fresca diariamente (32g de açúcar) apresentaram controle glicêmico superior, sensibilidade insulínica elevada e redução de gordura corporal comparados ao grupo que ingeriu barras de granola com baixo açúcar (11g).
Especialistas atribuem resultados à complexidade nutricional das frutas integrais. A matriz alimentar da manga retarda esvaziamento gástrico através de fibras dietéticas, enquanto polifenóis demonstram efeitos sensibilizantes à insulina em modelos pré-clínicos. Carotenoides, vitamina C e minerais como potássio protegem células beta pancreáticas e promovem homeostase metabólica. Produtos fermentados pela microbiota intestinal influenciam respostas de incretina, similarmente aos medicamentos GLP-1.
Endocrinologistas alertam contra dependência de “superalimentos” isolados. A estratégia comprovada permanece padrão alimentar equilibrado: grãos integrais, leguminosas, oleaginosas, vegetais e gorduras saudáveis, combinados com atividade física regular. Moderação é essencial, pois excesso frutal eleva carga glicêmica total. Evitar carboidratos refinados e açúcares adicionados, especialmente refrigerantes, complementa abordagem preventiva sustentável.
Contexto importante: diversidade étnica limitada e relato autodeclarado de adesão dietética representam limitações do estudo financiado pelo National Mango Board.


