Importações chinesas de soja americana despencam de 26,5 para 5,8 milhões de toneladas. Brasil exporta mais de 77 milhões de toneladas em 2025.
A American Farm Bureau Federation constatou ruptura estrutural no comércio agrícola sino-americano. Enquanto a China adquiriu 26,5 milhões de toneladas de soja estadunidense em 2024, representando metade das importações, o volume desabou para 5,8 milhões neste ano. Entre junho e agosto, praticamente nenhum embarque seguiu para território asiático, sem compras antecipadas para próxima temporada comercial.
O Brasil consolidou hegemonia com vendas superiores a 77 milhões de toneladas ao gigante asiático em 2025, secundado pela Argentina que temporariamente eliminou impostos exportadores buscando fatia mercadológica. A entidade norte-americana reconhece que América do Sul “interveio para dominar o mercado e deslocar agricultores americanos”, padrão estendido a milho, trigo e sorgo paralisados comercialmente.
O Departamento de Agricultura projeta exportações agrícolas para China em US$ 17 bilhões este ano, queda de 30% comparado a 2024 e redução de 50% frente a 2022. Estimativa para 2026 alcança apenas US$ 9 bilhões, menor patamar desde 2018. Trump prometeu “apoio substancial” aos produtores, ecoando subsídios de US$ 22 bilhões concedidos em 2019 durante primeira guerra comercial, enquanto segurança alimentar chinesa incentiva diversificação fornecedora evitando dependência estratégica única.


