Ministro deixa Corte após 12 anos podendo permanecer até 75. Em discurso, citou busca por espiritualidade, literatura e vida sem exposição pública.
O presidente do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso comunicou aposentadoria antecipada durante sessão plenária desta quinta-feira, deixando a Corte aos 67 anos embora pudesse permanecer até completar 75. Em discurso conclusivo, o magistrado manifestou desejo de seguir rumos indefinidos, buscando existência com menor exposição pública, espiritualidade ampliada e maior dedicação literária e poética.
Barroso ocupou cadeira ministerial por 12 anos e três meses, presidindo o tribunal nos últimos dois anos. Declarou ausência de apego ao poder e anseio por vivenciar tempo remanescente sem obrigações e exigências cargoísticas. Reconheceu que sacrifícios e ônus funcionais transferem-se involuntariamente a familiares e pessoas queridas sem responsabilidade sobre atuação judicial.
O magistrado não detalhou planos futuros específicos, mantendo indefinição sobre atividades subsequentes. A saída antecipada permitirá ao presidente Lula indicar sucessor para vaga, influenciando composição ideológica da Corte durante anos subsequentes. Barroso consolidou-se como voz influente em decisões progressistas sobre direitos fundamentais, meio ambiente e questões institucionais durante permanência no tribunal constitucional.
Transição institucional: aposentadoria voluntária oito anos antes do limite etário surpreende meio jurídico e político, gerando especulações sobre motivações pessoais não explicitadas publicamente pelo ministro durante anúncio emocional.


