Sakaguchi, Brunkow e Ramsdell revelaram linfócitos T reguladores que impedem doenças autoimunes. Trabalhos publicados entre 1995 e 2003 valem R$ 6,23 milhões.
O Instituto Karolinska concedeu o Nobel de Medicina 2025 ao japonês Shimon Sakaguchi (74, Universidade de Osaka), à norte-americana Mary Brunkow (63, Instituto de Biologia de Sistemas) e ao também norte-americano Frederick Ramsdell (64, Sonoma Biotherapeutics) pela descoberta do segundo mecanismo de controle imune. O trio divide 11 milhões de coroas suecas (R$ 6,23 milhões).
Sakaguchi identificou em 1995 os linfócitos T reguladores (T reg) após experimentos nos anos 1980 removendo timo de camundongos recém-nascidos, causando doenças autoimunes. Descobriu que linfócitos T CD4 CD25 funcionam como “vigilantes dos vigilantes”, suprimindo células efetoras descontroladas. Simultaneamente, Brunkow e Ramsdell mapearam o gene Foxp3 no cromossomo X do “scurfy mouse” propenso a autoimunidade, conectando-o à síndrome Ipex humana em artigos de 2001.
A ligação definitiva veio em 2003 quando Sakaguchi inseriu Foxp3 via vírus em linfócitos imaturos, transformando-os em T reguladores. O presidente do comitê Nobel Olle Kämpe destacou que descobertas foram “decisivas para compreender por que nem todos desenvolvemos doenças autoimunes graves”.
Aplicações terapêuticas: cerca de 200 ensaios clínicos testam controle dos T reg para tratar autoimunidade, reduzir rejeição de transplantes e aprimorar combate a cânceres mediante bloqueadores de checkpoint.


