Polícia apura se pregão de R$ 24 mi para videomonitoramento em Praia Grande motivou execução de Ruy Ferraz Fontes. Cinco servidores foram alvos de buscas.
A Polícia Civil investiga se licitação para ampliação de videomonitoramento e Wi-Fi na Prefeitura de Praia Grande motivou execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, secretário municipal de Administração assassinado em 15 de setembro após expediente. O pregão eletrônico previa registro de preços para equipamentos estimados em R$ 24.879.433,79, dividido em sete itens abertos em 1º de setembro e encerrados no dia do homicídio.
Três empresas foram habilitadas: uma venceu três itens e outras duas conquistaram dois cada, reduzindo valor final contratual para menos de R$ 20 milhões. Até o momento, quatro pessoas foram presas, o possível atirador morreu em confronto policial e três suspeitos permanecem foragidos. Cinco servidores municipais, incluindo o subsecretário Sandro Rogerio Pardini, foram alvos de mandados de busca com apreensão de celulares e eletrônicos investigando possíveis irregularidades contratuais públicas.
A Prefeitura praia-grandense informou mediante nota manter contato constante com Polícia Civil, colaborando integralmente fornecendo imagens, informações e materiais solicitados. A administração declarou ciência das duas frentes investigativas conduzidas pelos órgãos de segurança pública estaduais, aguardando conclusões inquéritos para esclarecimento completo dos fatos.
Crime planejado: execução do secretário ocorreu exatamente no encerramento do processo licitatório, reforçando hipótese de conexão entre irregularidades administrativas e homicídio encomendado.


