Mokyr, Aghion e Howitt recebem prêmio por explicarem como destruição criativa impulsiona crescimento sustentado. Trio divide R$ 6,4 milhões.
O Nobel de Economia 2025 foi concedido a Joel Mokyr (79), Philippe Aghion (69) e Peter Howitt (79) pela Academia Real das Ciências da Suécia por estudos sobre crescimento econômico impulsionado pela inovação. Mokyr foi reconhecido por identificar condições necessárias para progresso econômico sustentado, quando economia cresce continuamente sem longos períodos de estagnação ou recessão. Aghion e Howitt receberam prêmio pela teoria do crescimento baseada em “destruição criativa”, processo onde inovações substituem tecnologias anteriores.
Mokyr, holandês radicado nos Estados Unidos (Northwestern University), mostrou mediante registros históricos que avanço sustentável depende não só de conhecimento prático mas também de compreensão científica. Antes da Revolução Industrial, essa compreensão frequentemente inexistia, dificultando novas descobertas. Aghion (francês, London School of Economics) e Howitt (canadense, Brown University) desenvolveram em 1992 modelo matemático demonstrando como empresas inovadoras substituem tecnologias antigas estimulando novos avanços.
Segundo a Academia, vencedores mostram que destruição criativa gera conflitos necessitando administração construtiva: “Empresas consolidadas e grupos de interesse, temendo perdas, podem bloquear inovação freando progresso econômico”. John Hassler, presidente do comitê, afirmou que crescimento econômico não pode ser dado como certo. Os três receberão 11 milhões de coroas suecas (R$ 6,4 milhões).
Destruição criativa: inovação é criativa trazendo novidades, mas destrutiva tornando obsoletas tecnologias e empresas não acompanhando avanços, exigindo políticas equilibrando concorrência e proteção social.


