A histotripsia é uma técnica que utiliza ultrassom no tratamento avançado do câncer. Desenvolvida pela professora de engenharia biomédica Xu, da Universidade do Michigan, essa abordagem inovadora permite destruir tecidos doentes sem recorrer à cirurgia invasiva. A técnica consiste em utilizar ondas sonoras de alta frequência para quebrar o tecido doente. Durante um experimento em corações de porcos, Xu percebeu que aumentar a frequência dos pulsos de ultrassom tornava o método mais eficaz no tecido vivo. Essa descoberta deu origem à histotripsia, que se destaca como uma alternativa não invasiva para eliminar tumores cancerígenos.
A histotripsia direciona ondas de ultrassom para uma área específica do tumor, desintegrando o tecido tumoral por meio da formação de microbolhas que se expandem e colapsam rapidamente. Esse processo permite que o sistema imunológico do paciente elimine os resíduos do tumor. A técnica é realizada em sessões que geralmente duram de uma a três horas, sem causar toxicidade e permitindo que os pacientes retornem para casa no mesmo dia. Embora os benefícios da histotripsia sejam promissores, ainda existem questões em aberto, como a falta de dados de longo prazo sobre a recorrência do câncer pós-tratamento.
Comparada ao ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU), outra técnica que utiliza ultrassom no tratamento do câncer, a histotripsia se destaca por não gerar calor excessivo, o que poderia danificar tecidos saudáveis próximos. Além disso, a combinação de ultrassom e microbolhas tem mostrado potencial para melhorar a entrega de medicamentos contra o câncer, reduzindo a necessidade de tratamentos agressivos como quimioterapia e radioterapia. Essas inovações representam uma nova era na oncologia, buscando aprimorar as terapias existentes e torná-las menos invasivas e mais eficazes.
Embora ainda haja desafios a superar e testes a serem realizados, o uso do ultrassom na oncologia promete revolucionar o tratamento do câncer, oferecendo alternativas mais seguras e eficientes para os pacientes. A pesquisadora Xu ressalta que, embora o ultrassom não seja uma cura milagrosa para o câncer, ele representa um avanço significativo no campo da medicina, com o potencial de tornar os tratamentos menos agressivos e mais eficazes.


