Ibama autoriza Petrobras a perfurar poço na Foz do Amazonas

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Licença foi concedida após aperfeiçoamentos no projeto. Ministro Alexandre Silveira comemora e ambientalistas criticam decisão às vésperas da COP30.

A Petrobras recebeu nesta segunda-feira licença de operação do Ibama para perfurar poço exploratório em águas profundas na região da Foz do Amazonas, área considerada uma das novas fronteiras de petróleo e gás do país. Segundo o Ibama, licença foi concedida após série de aperfeiçoamentos no projeto da Petrobras. A empresa afirmou que comprovou robustez de toda estrutura de proteção ao meio ambiente que será usada na perfuração.

A Petrobras defende que novas fronteiras de exploração são importantes para assegurar segurança energética do país e recursos necessários para transição energética justa. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou decisão afirmando que exploração da Margem Equatorial representa futuro da soberania energética. O presidente Lula afirmou em diferentes ocasiões que exploração na região será feita com responsabilidade e que Brasil não está preparado para abrir mão dos combustíveis fósseis.

O bloco FZA-M-059 fica a cerca de 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa em região de mar aberto. A perfuração deve começar imediatamente com duração prevista de cinco meses. Nesta fase, objetivo é coletar informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás em escala comercial. A expectativa sobre área é que seja novo pré-sal com reservas permitindo explorar 1,1 milhão de barris de petróleo por dia, mais que capacidade dos dois campos atuais.

Segundo Ministério de Minas e Energia, seria possível retirar até 10 bilhões de barris de petróleo. Atualmente, país tem reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris, suficiente para manter país sem precisar comprar petróleo até 2030. O Ibama destacou construção e operação de novo Centro de Reabilitação e Despetrolização de grande porte no município de Oiapoque, além de inclusão de três embarcações offshore dedicadas ao atendimento de fauna oleada e quatro embarcações de apoio nearshore.

Após aprovação, ambientalistas e entidades afirmaram que licença é duro golpe nas políticas ambientais às vésperas da COP30. Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, classificou como dupla sabotagem à COP30 e ao clima, afirmando que governo atua contra humanidade ao estimular mais expansão fóssil apostando em mais aquecimento global.

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