Polícia prende oitavo suspeito de execução do ex-delegado Ruy Ferraz

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José Nildo da Silva, 47 anos, foi preso em Itanhaém. Ele foi visto em casa que serviu de abrigo para criminosos na noite do assassinato em setembro.

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, anunciou nesta terça-feira que força-tarefa investigando morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes prendeu oitavo suspeito de participar do crime ocorrido em setembro no litoral paulista. José Nildo da Silva, 47 anos, foi preso em Itanhaém durante madrugada sendo levado para sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa na capital para prestar depoimento.

Segundo Dian, investigação julga que ele possa ser um dos atiradores sendo ainda constatado. Ele era investigado e após crime dirigiu-se a uma das residências que serviu de logística para quadrilha. Nesse momento estava com colete à prova de balas e armado, acompanhado de mulher ainda não localizada. O oitavo suspeito foi preso na rua após denúncia de fontes da Polícia Civil tendo sido visto na noite do crime em uma das quatro casas usadas pelos criminosos.

Outras duas pessoas estão foragidas e terceira morreu em confronto com polícia. A prisão mais recente anterior tinha sido de Danilo Pereira Pena, 36 anos, conhecido como Matemático. Segundo investigações, foi ele quem mandou Luiz Henrique Santos Batista levar Rafael Marcell Dias Simões da cidade de São Vicente para São Paulo, ambos já presos temporariamente.

Autoridades confirmaram ligação do Primeiro Comando da Capital com crime. Nos mais de 40 anos na Polícia Civil, Ruy teve papel central no combate ao crime organizado liderando investigações sobre facção. O ex-delegado aposentou-se em 2023 mas ameaças de morte contra ele continuaram. Ruy foi morto em 15 de setembro após deixar expediente como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande levando ao menos 12 tiros de fuzil.

Sistema de câmeras de segurança identificou que Ruy vinha sendo monitorado pelos criminosos havia mais de um mês. Polícia Civil identificou que grupo responsável pelo ataque usou casas alugadas em Praia Grande e Mongaguá. Até agora oito pessoas foram presas, uma morreu em confronto e duas permanecem foragidas.

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