Após a ingestão de metanol, o corpo humano passa por diversas reações nas primeiras 12, 24 e 48 horas. O Ministério da Saúde divulgou um relatório atualizado sobre os casos de intoxicação por metanol decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Até o momento, os casos confirmados estão distribuídos em seis estados do país.
Além disso, foram registradas nove mortes em São Paulo, três em Pernambuco e três no Paraná, com outros nove óbitos ainda em investigação em diferentes estados. Em resposta a essa situação, o Ministério da Saúde e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira emitiram diretrizes para auxiliar os profissionais de saúde na identificação e tratamento dos casos de intoxicação por metanol.
O governo também anunciou medidas para apoiar São Paulo na confirmação de casos suspeitos, como a criação de uma sala de situação para monitorar a evolução dos casos e a disponibilização de mais recursos para agilizar os diagnósticos. Além disso, o medicamento fomepizol, que neutraliza a ação tóxica do metanol, será importado dos Estados Unidos e distribuído para centros de toxicologia em todo o país.
Essas ações visam estabelecer uma estrutura permanente para lidar com casos de intoxicação química, não apenas durante a atual crise. É fundamental que os profissionais de saúde estejam preparados para identificar e tratar adequadamente os pacientes afetados pela ingestão de metanol, garantindo uma resposta eficaz diante dessa emergência de saúde pública.


