Moradores expressam indignação intensa nas redes sociais após final de semana deixar rastro de lixo na areia. Turistas de excursão e falta de educação são apontados como causas principais.
A Praia da Enseada em Guarujá virou cenário de revolta generalizada após final de semana de 26 de outubro deixar rastro enorme de lixo na areia gerando indignação entre moradores e frequentadores. Nas redes sociais população expressou sentimento predominantemente negativo caracterizado por indignação intensa revolta e tristeza. Os munícipes responsabilizam prioritariamente turistas de excursão mas também reconhecem falta generalizada de educação e omissão da prefeitura como causas centrais do problema.
Comentários carregados de expressões como absurdo vergonha nojo e triste dominaram publicações sobre situação da praia demonstrando consenso sobre gravidade do problema. A solução mais demandada pela população é educação e conscientização ambiental seguida pela instalação de mais lixeiras e implementação de taxa ambiental para visitantes.
Turistas de excursão são principal alvo
Os turistas de final de semana especialmente aqueles chegando em ônibus de excursão são fortemente responsabilizados pela sujeira deixada na praia. Há percepção de turismo predatório em que visitantes trazem comida e bebida de casa não consomem nos estabelecimentos locais deixam todo lixo na areia e retornam para cidades sem qualquer responsabilização. Termos pejorativos como farofeiros aparecem com frequência assim como expressões descrevendo comportamento como bate e volta referência a turistas passando apenas dia na cidade.
Moradores reclamam que ônibus de excursão não trazem nenhum benefício econômico para cidade apenas lixo e sobrecarga para infraestrutura. Comentaristas criticam que turistada vem e avacalha afirmando que turismo predatório tem que acabar devendo cobrar taxa para turistas já que muitos ônibus de excursão descem com cooler trazendo lanche e salgadinhos gastando muito pouco nos quiosques prejudicando comércio local.
Prefeitura é cobrada por omissão
A gestão municipal é cobrada em múltiplas frentes incluindo falta de fiscalização ausência de lixeiras suficientes na faixa de areia omissão na promoção de campanhas educativas e falta de controle sobre ônibus de excursão. Há críticas sobre discrepância entre IPTU elevado pago pelos moradores e qualidade dos serviços prestados. Moradores ironizam que prefeitura é eficiente em cobrar taxas e aplicar multas em ciclistas na orla mas omissa quando trata-se de fiscalizar lixo e poluição sonora na praia.
População questiona cadê fiscalização ninguém fiscaliza destacando que IPTU caríssimo mas cuidado com praias é zero. Um comentário irônico resumiu sentimento geral afirmando que parabéns prefeitura por não promover educação ambiental na faixa de areia agora cobrar taxas é fácil. Moradores relatam que prefeitura havia solicitado que carroceiros recolhessem lixo de clientes mas acordo durou pouco também porque ninguém fiscaliza evidenciando falta de continuidade nas políticas públicas.
Moradores também reconhecem própria culpa
Um aspecto importante é reconhecimento por parte dos próprios munícipes de que moradores locais também contribuem para problema demonstrando maturidade no debate afastando narrativa simplista de culpar exclusivamente turistas. Comentaristas admitem que não adianta culpar só turistas pois moradores também têm culpa nisso destacando que são próprios moradores do Guarujá fazendo isso sem dúvida. Esta autocrítica revela consciência de que solução passa também por mudança de comportamento da população residente.
Quiosques e barracas também são cobrados por não recolherem lixo deixado por clientes e em alguns casos por descartarem inadequadamente resíduos das mesas diretamente na areia. Há relatos de funcionários de barracas despejando lixo na areia gerando revolta entre frequentadores. Vendedores ambulantes que circulam pela praia são acusados de despejar lixo na areia e não orientar clientes sobre descarte adequado.
População propõe soluções concretas
A comunidade de Guarujá não apenas critica mas também propõe múltiplas soluções para problema. Comentaristas enfatizam que educação vem de casa e que campanhas educativas devem começar desde infância envolvendo escolas e famílias. Há reconhecimento de que multas e taxas são paliativas se não acompanhadas de mudança cultural profunda. Moradores destacam que brasileiro comporta-se de forma diferente no exterior onde há fiscalização rigorosa mas no Brasil perpetua hábitos nocivos por falta de educação básica e ausência de consequências.
A instalação de mais lixeiras na faixa de areia e ao longo da orla é solução bastante mencionada. População argumenta que falta de infraestrutura adequada contribui para descarte inadequado especialmente quando há grande concentração de banhistas. Há também forte demanda por multas aplicadas a quem deixa lixo na praia seja banhista quiosque ou ambulante inspiradas em experiências bem-sucedidas com outras infrações demonstrando que só quando teve multa galera passou a respeitar.


