A megaoperação no Rio de Janeiro foi mais do que uma ação policial: foi um ato de soberania nacional.
Depois de anos em que o poder público hesitou diante do crime organizado, o Estado enfim demonstrou coragem e autoridade para enfrentar facções que não são mais simples quadrilhas, são estruturas de guerra, que controlam territórios, arrecadam impostos paralelos e impõem medo.
O governador do Rio assumiu uma posição rara na política brasileira: enfrentar o crime como inimigo de Estado, não como problema social a ser interpretado, mas como ameaça real à democracia e à ordem pública. Essa postura deveria ser regra, não exceção.
Enquanto isso, parte da esquerda brasileira segue presa à retórica da complacência, aquela que chama bandido de “vítima do sistema” e justifica a barbárie em nome de desigualdades. Esse discurso pseudo-humanista é o que mantém o Brasil refém da violência e enfraquece o trabalho das forças de segurança. Nenhum país sério trata narcotraficantes como vítimas; trata-os como o que são: terroristas domésticos que desafiam o poder do Estado.
É preciso compreender: a guerra contra o crime é, também, uma guerra política. De um lado, o Estado que tenta recuperar o controle. Do outro, um projeto ideológico que tenta normalizar o descontrole, porque o caos serve a quem precisa de dependência e narrativas.
A esquerda erra ao se omitir, e o governo federal erra ao se calar. A segurança pública não é pauta de direita, é pauta de Estado.
Não existe cidadania, turismo, educação ou saúde em territórios dominados pelo medo.
Sem segurança, não há democracia.
O Rio mostrou que é possível recuperar o território e restaurar a autoridade.
Agora o país precisa de governantes que não tenham medo de agir, nem de dizer o óbvio:
quem mata inocentes, atira em policiais e domina comunidades não é vítima. É inimigo da sociedade.



