Em cumprimento à legislação municipal e visando proteger a saúde dos animais e garantir o bem-estar da população, a Prefeitura de Mongaguá confirmou que não permitirá a realização de romarias a cavalo no município, tradicionalmente organizadas em dezembro.
Durante reunião realizada nesta sexta-feira (7/11), foram definidas as estratégias de fiscalização que serão executadas para restringir o acesso de grupos em charretes e montarias nas áreas urbanas. Entre as medidas, estão previstas blitzes nas divisas com Praia Grande e Itanhaém em diferentes horários do dia e mobilizações de fiscalização na região da Plataforma de Pesca e ao longo dos 13 quilômetros de praias da cidade.
As ações foram planejadas com base no histórico de acidentes registrados na Baixada Santista durante eventos desse tipo. Em março deste ano, uma romaria resultou em morte de um participante em Itanhaém, e em 2023, um cavalo morreu por exaustão. Esses episódios reforçaram a necessidade de medidas preventivas e barreiras sanitárias mais rigorosas.
A reunião foi conduzida pelo secretário de Segurança, coronel Argeo Arias, no auditório do Paço Municipal, e contou com a presença do comando da Polícia Militar, além de representantes do Pátio de Veículos, do vice-prefeito, e dos secretários de Governo e Eventos. Também participaram gestores das áreas de Saúde, Meio Ambiente, Administração, Transporte e Finanças, além de equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), Fiscalização do Comércio e Posturas. Os vereadores Pelé da Cocheira, Badu e Ranierik acompanharam o encontro.
Um novo encontro será realizado até o final de novembro, com a participação da Polícia Militar Rodoviária e da CNL – Concessionária Novo Litoral, responsável pela Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, para definir datas e horários das operações.
De acordo com a Lei Municipal nº 3.335/2023, é proibida a circulação de veículos de tração animal e de animais montados ou não em romarias nas vias públicas do perímetro urbano. O descumprimento da norma resulta na remoção do veículo, apreensão do animal e multa, além das taxas para reaver ambos.
(Foto: Gabriel Freitas)


