A manhã deste sábado (8) foi de mobilização no Morro do Pacheco, em Santos. Moradores participaram de um simulado de abandono de área por risco de deslizamento, coordenado pela Defesa Civil de Santos, com apoio da Prefeitura Regional dos Morros, SAMU, Secretarias Municipais de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, além da Associação de Moradores do Morro do Pacheco e do Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil.
A ação integra a fase de preparação para o período de chuvas intensas, quando há maior risco de escorregamentos. O exercício reproduziu uma situação de emergência real, com o acionamento dos órgãos competentes, resgate de uma vítima e evacuação preventiva de uma residência localizada em área de risco.
“Esse exercício faz parte da preparação da população para os eventos extremos e possíveis deslizamentos, que são as ocorrências mais preocupantes no verão”, explicou Daniel Onias, diretor do Departamento de Proteção e Defesa Civil de Santos.
O plano de contingência municipal entra em vigor a partir de 1º de dezembro, mas, segundo Onias, o trabalho de orientação e resposta é permanente.
“O envolvimento da comunidade é fundamental para agir rapidamente e perceber sinais de risco, abandonando o local antes que algo mais grave aconteça”, destacou.
Durante a simulação, os moradores aprenderam na prática como acionar os órgãos de emergência e agir de forma segura até a chegada das equipes de resgate.
Um dos participantes, Alecsander Silva Soares, de 26 anos, morador há oito anos no morro, atuou como vítima no exercício.
“Mesmo na minha casa, que tem acesso difícil, o pessoal conseguiu fazer o resgate com preparo e segurança. Isso dá mais confiança. A gente se sente mais seguro sabendo que está preparado caso algo aconteça”, relatou.
A presidente da Associação de Moradores do Morro do Pacheco, Elaine de Almeida Lima, destacou a importância da conscientização e do trabalho conjunto entre comunidade e poder público.
“Estou há um mês divulgando o simulado. Alguns não puderam comparecer, mas o importante é não perder a esperança e continuar com esse trabalho. Moramos em área de risco e precisamos estar preparados, sabendo que podemos contar com a Defesa Civil e o Samu”, afirmou.
Entre os voluntários esteve também Sidney Nunes, representante da Igreja Universal, que relembrou a tragédia que atingiu a região há cinco anos.
“Estivemos aqui na época ajudando as vítimas, e participar hoje traz essa lembrança, mas também um aprendizado. É importante saber como agir numa situação de pânico e como ajudar corretamente. A simulação é muito válida, e a comunidade tem respondido bem”, comentou.
O exercício reforçou a importância da cooperação entre poder público e comunidade para reduzir os impactos de desastres naturais. A Defesa Civil deve realizar novas capacitações nos morros de Santos nas próximas semanas, dentro do Plano Preventivo de Verão 2025/2026, que começa oficialmente em 1º de dezembro.
Foto: Carlos Nogueira


