A seleção brasileira venceu Senegal por 2 a 0, nesta terça-feira, em amistoso disputado no Emirates Stadium, em Londres. Os gols foram marcados por Estêvão e Casemiro, ainda no primeiro tempo. Em jogo intenso e com clima de decisão, o time de Ancelotti mostrou força ofensiva, compactação defensiva e voltou a deixar boa impressão contra um adversário de peso no cenário africano.
Primeiro tempo de alto nível e gols da nova e da velha geração
O começo de jogo foi elétrico. Logo no primeiro minuto, Estêvão interceptou a saída de bola de Mendy e serviu Vinicius Junior, que finalizou rasteiro para defesa do goleiro senegalês. Pouco depois, Matheus Cunha acertou a trave duas vezes: primeiro em sobra dentro da área, depois em cabeceio após cruzamento de Bruno Guimarães.
A pressão brasileira finalmente virou gol aos 27 minutos. Bruno Guimarães tentou um passe por dentro, a bola desviou na marcação e sobrou para Estêvão dentro da área. O camisa 20 bateu de primeira e abriu o placar, anotando seu quarto gol pela seleção principal e se isolando como artilheiro da era Ancelotti.
O segundo gol saiu aos 35. Em falta cobrada com categoria por Rodrygo, Casemiro dominou quase na pequena área e finalizou com calma, ampliando a vantagem. Até o intervalo, o Brasil acertou todas as oito finalizações que tentou, enquanto Senegal terminou a etapa inicial sem finalizar no alvo, embora tenha pressionado nos minutos finais, obrigando Gabriel Magalhães, Éder Militão e Ederson a boas intervenções.
Antes do apito para o intervalo, o clima esquentou: Vini Jr e Koulibaly se estranharam, houve empurrões e discussão envolvendo outros jogadores, mas o árbitro optou por não aplicar cartões.
Senegal reage, Brasil administra e perde chances de matar o jogo
No segundo tempo, Senegal voltou mais agressivo. Logo aos 6 minutos, Ederson vacilou com a bola nos pés, Nicolas Jackson pressionou e Ndiaye quase marcou, acertando a trave em lance que poderia ter recolocado os africanos na partida.
A resposta brasileira veio em sequência, principalmente em jogadas em velocidade. Rodrygo quase marcou em chute colocado aos 15, Vinicius Junior repetiu suas arrancadas pela esquerda, aplicou dribles em cima de Mendy e Koulibaly e criou boas situações para Estêvão e João Pedro, que entraram no decorrer da partida. Faltou a definição nas finalizações para transformar o placar em goleada.
Ancelotti utilizou bem o elenco: saíram Matheus Cunha, Estêvão, Rodrygo, Gabriel Magalhães e Alex Sandro, entrando João Pedro, Luiz Henrique, Lucas Paquetá, Wesley e Caio Henrique, além de Fabrício Bruno no fim. O Brasil passou a explorar contra-ataques, enquanto Senegal ficou mais com a posse, mas sem grande poder de infiltração.
Defensivamente, o sistema funcionou bem: a dupla Marquinhos–Gabriel Magalhães (depois substituído) foi segura pelo alto e por baixo, e Casemiro, apesar do cartão amarelo, organizou a proteção à frente da zaga.
Destaques brasileiros
- Estêvão – Decisivo de novo, abriu o placar, se movimentou bem entre linhas e segue se firmando como grande nome da nova geração.
- Vinicius Junior – Participativo, decisivo nas construções pela esquerda e protagonista em várias jogadas de perigo. Sofreu faltas, driblou, puxou contra-ataques e incomodou a defesa senegalesa o jogo inteiro.
- Casemiro e Bruno Guimarães – Controlaram o meio-campo, alternando momentos de cadência com aceleração do jogo. Casemiro marcou o segundo gol, Bruno participou diretamente do primeiro.
- Sistema defensivo – Mesmo sob pressão pontual de Senegal, principalmente no fim do primeiro tempo e em lances isolados na etapa final, a defesa se portou com segurança e manteve o clean sheet.
Num amistoso com clima de jogo grande, o Brasil venceu, convenceu em boa parte do confronto e deixou a sensação de que a equipe começa a ganhar cada vez mais identidade sob o comando de Ancelotti.


