O primeiro turno das eleições chilenas trouxe um aviso importante ao Brasil. A candidata da esquerda, Jeannette Jara, terminou na frente com 26,8% dos votos, seguida de José Antonio Kast, principal nome da direita, com 23,9%. No entanto, quando somamos os votos de todos os candidatos de direita e centro-direita, o bloco ultrapassa 50%, formando uma força coesa para o segundo turno, exatamente a dinâmica que vem se repetindo em vários países da América Latina.
A mensagem é clara: a esquerda chilena perdeu vigor, perdeu o centro moderado e perdeu a capacidade de interpretar a demanda real da sociedade. O eleitor, cansado de discursos sociais que ignoram segurança, ordem pública e estabilidade institucional, voltou-se para quem oferece firmeza e enfrentamento ao crime.
E aqui está o ponto central: o que vimos no Chile é a fotografia antecipada do que começa a acontecer no Brasil rumo a 2026.
No Brasil, o governo atual repete exatamente os erros que derrubaram a esquerda chilena: discurso ideológico, distanciamento da agenda da segurança pública, incapacidade de entregar ordem, e dificuldade de falar com quem vive a realidade da rua.
Enquanto isso, cresce no país o movimento de rejeição ao lulismo, uma rejeição que não é emocional, mas social.
O eleitor quer resultados.
E quem não entrega, cai.
A tendência é semelhante à chilena: a direita não apenas cresce, ela se unifica. E chega a 2026 com um conjunto de nomes competitivos, sólidos e capazes de atrair o eleitor moderado que rejeita radicalismos.
Entre esses nomes, um desponta com força: Tarcísio de Freitas.
O governador paulista reúne atributos raros: eficiência administrativa, fala ponderada, imagem de gestor moderno e liderança nacional consolidada.
É, hoje, o nome que aparece à frente de Lula em cenários de segundo turno já testados por diversos institutos.
E reúne aquilo que a direita chilena mostrou ser decisivo: capacidade de unir eleitores conservadores, liberais, antipetistas e moderados.
Ao redor de Tarcísio, surgem outros protagonistas importantes: Ratinho Junior, forte no Sul e com apelo no campo e no setor produtivo; Romeu Zema, com credibilidade fiscal e apoio no empresariado; Michelle Bolsonaro, importante para consolidar o eleitorado conservador e evangélico; Ronaldo Caiado, consolidado como liderança firme no Centro Oeste.
Todos eles podem compor uma grande coalizão e essa pluralidade reforça um ponto essencial: a direita brasileira está mais madura, mais organizada e com mais opções de vitória que em qualquer outro momento pós 2018.
Quando a esquerda perde a capacidade de garantir segurança, proteger a soberania e manter a economia estável, ela perde o eleitor.
Aconteceu no Chile.
Aconteceu na Argentina.
Aconteceu no Equador.
E a tendência é que aconteça no Brasil se o governo insistir em discursos desconectados da realidade.
O Chile apenas antecipou, em números concretos, a mudança de humor político que vemos no continente.
Um primeiro turno dividido, mas um segundo turno com tendência clara de virada à direita.
O Brasil está no mesmo caminho.
Se a direita brasileira se unir no segundo turno, e tudo indica que o fará, a esquerda terá enorme dificuldade de sustentar seu ciclo no poder.
E, com Tarcísio de Freitas como nome mais competitivo do campo oposicionista, 2026 pode ser a eleição da virada.
A virada que começa quando o eleitor escolhe ordem, segurança e eficiência e deixa para trás discursos que não entregam mais nada.



