Estudo revela como o vírus Epstein-Barr, presente em 95% dos adultos, pode impulsionar o desenvolvimento do lúpus.
Um novo estudo trouxe evidências importantes sobre como o vírus Epstein-Barr (EBV), extremamente comum na população, pode estar diretamente ligado ao desencadeamento do lúpus. A doença autoimune afeta milhões de pessoas no mundo e surge quando o sistema imunológico passa a atacar tecidos saudáveis, causando inflamação intensa, fadiga, dor nas articulações e alterações na pele.
Os pesquisadores descobriram que pessoas com lúpus têm até 25 vezes mais células B infectadas pelo EBV do que indivíduos saudáveis. Essas células, apesar de raras, parecem atuar como “gatilhos” que desregulam o sistema imune. O estudo também identificou que uma proteína viral, chamada EBNA2, consegue ativar genes inflamatórios dentro dessas células, impulsionando a resposta autoimune que caracteriza o lúpus.
As descobertas abrem caminho para novas terapias que possam eliminar especificamente essas células B infectadas, criando a possibilidade de tratamentos mais eficazes — e até de uma cura no futuro. Os próximos passos incluem validar o mecanismo em grupos maiores e investigar se o mesmo processo ocorre em outras doenças autoimunes.


