A Polícia Civil de São Paulo identificou uma movimentação financeira de R$ 9,2 milhões ligada a uma associação criminosa que operava o tráfico de drogas na região central da capital. O grupo, segundo as investigações, atuava com um modelo de “delivery de entorpecentes”, levando a droga diretamente aos usuários. Quatro integrantes já foram presos.
A ofensiva policial ocorreu nesta quarta-feira (10), durante a Operação Teia Central, que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As ações se concentraram nas zonas central, leste, norte e sul, além de imóveis na Grande São Paulo.
As investigações tiveram início após agentes identificarem que o grupo realizava tanto o comércio quanto a entrega de drogas a domicílio. A partir da confirmação da atuação criminosa, a equipe passou a monitorar as transações bancárias dos suspeitos, detectando movimentações incompatíveis com suas rendas declaradas.
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam empresas de fachada para justificar o alto volume de dinheiro e promover a lavagem dos valores obtidos com o tráfico. Em um dos endereços, registrado como salão de beleza, os policiais constataram que nenhuma atividade comercial era exercida.
O 3º Distrito Policial (Campos Elíseos) apura a participação de pelo menos nove pessoas nos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o sequestro de bens e valores pertencentes aos investigados e às empresas vinculadas ao grupo, totalizando R$ 9,2 milhões.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam uma grande quantidade de drogas, ainda em processo de contagem, além de celulares e computadores. Os aparelhos serão periciados para identificar a origem e o destino dos entorpecentes, além de possíveis novos integrantes da organização.
As investigações continuam para localizar e prender os demais suspeitos.


