Forças dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam um navio petroleiro próximo à costa da Venezuela nesta quarta-feira (10), em uma ação classificada pelo governo de Nicolás Maduro como “roubo descarado” e mais um episódio de interferência brutal de Washington na região.
O presidente Donald Trump confirmou a operação durante um evento na Casa Branca, mas evitou dar detalhes. Horas depois, a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, divulgou um vídeo que mostra militares americanos embarcando no navio.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o nome da embarcação ou sua bandeira. Fontes da imprensa americana afirmam que o petroleiro seria o The Skipper, sancionado desde 2022 por supostamente transportar petróleo venezuelano e iraniano.
🇻🇪 Maduro acusa ataque à soberania
O governo venezuelano afirmou que denunciará o episódio em organismos internacionais e que não aceitará agressões contra sua soberania e seus recursos naturais.
Em ato nas ruas de Caracas, Maduro criticou diretamente a política externa dos EUA:
“Basta de intervencionismo ilegal e brutal… No more Vietnã, Somália, Iraque, Afeganistão, Líbia.”
⚓ Mais operações a caminho
Segundo a CBS News, fontes indicam que o governo Trump considera realizar novas apreensões de navios próximos à Venezuela. A ação ocorre no mesmo momento em que o Caribe recebe um massivo reforço militar americano, incluindo porta-aviões, caças e dezenas de milhares de soldados.
Washington afirma que o foco é combate ao tráfico de drogas. A Venezuela, porém, denuncia que o verdadeiro objetivo é pressionar e derrubar o regime chavista.
📈 Mercado reage
Após a confirmação da apreensão, o preço internacional do petróleo voltou a subir.
A Venezuela exportou mais de 900 mil barris por dia no último mês, impulsionada por operações da PDVSA e pela importação de nafta para processar petróleo cru — e até agora, os EUA não haviam interferido diretamente nesse fluxo.


