Uma carta manuscrita atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi divulgada nesta semana pelo senador Flávio Bolsonaro e rapidamente passou a circular nas redes sociais. O documento, no entanto, chamou atenção pela dificuldade de leitura, o que levou a reportagem a buscar formas alternativas de compreensão do conteúdo.
Após tentativas frustradas de transcrição direta, a equipe entrou em contato com um médium, que realizou a psicografia interpretativa do texto. Segundo ele, o procedimento permitiu captar o sentido geral da mensagem escrita à mão, respeitando a estrutura e a intenção do autor.
Conteúdo da carta, segundo a psicografia
De acordo com a leitura psicografada, a carta é endereçada “aos brasileiros” e apresenta um tom pessoal e político. Bolsonaro relata que, ao longo da vida pública, enfrentou diversas batalhas e tomou decisões sempre acompanhado da família e orientado por valores que considera fundamentais para o país.
No texto, ele afirma viver um momento que classifica como de injustiça, mas reforça o compromisso de não permitir que a “vontade popular seja silenciada”. Diante desse cenário, anuncia a decisão de indicar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República em 2026, descrevendo o gesto como um ato consciente, legítimo e alinhado ao desejo de preservar a representação política daqueles que confiam em seu projeto.
A carta também sustenta que Flávio representaria a continuidade de um caminho político iniciado antes mesmo de Bolsonaro chegar à Presidência, com a missão de conduzir o país com firmeza, lealdade e compromisso com os anseios do povo brasileiro.
No encerramento, o texto faz referência à fé religiosa, pedindo que Deus abençoe o Brasil e fortaleça uma “corrente de milhões de brasileiros” que, segundo a mensagem, defendem valores como Deus, pátria, família e liberdade. A carta é datada em Brasília, em dezembro de 2025, e traz a assinatura de Jair Messias Bolsonaro.
Repercussão
A divulgação do documento gerou intensa repercussão política, principalmente pela sinalização direta de sucessão dentro do bolsonarismo e pela formalização pública do nome de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial de 2026.



