Brigitte Bardot morre aos 91 anos e deixa legado que marcou o cinema e o ativismo

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Brigitte Bardot, um dos maiores ícones da história do cinema francês e símbolo de transformação cultural no pós-guerra, morreu neste domingo (28), aos 91 anos. A informação foi confirmada pela fundação que leva seu nome, dedicada à proteção dos animais. Com uma trajetória que ultrapassou as telas, Bardot se tornou uma das figuras mais influentes do século 20, tanto pela arte quanto pelo ativismo.

Nascida em Paris, em 1934, Bardot alcançou fama internacional ainda jovem, especialmente a partir de “E Deus Criou a Mulher” (1956), filme que a projetou como um novo arquétipo feminino no cinema: livre, sensual, indomável e fora dos padrões morais da época. Sua imagem rompeu convenções e ajudou a redefinir o papel da mulher na cultura popular, tornando-a um fenômeno global.

Ao longo das décadas de 1950 e 1960, estrelou produções que marcaram o cinema europeu, trabalhando com diretores consagrados e consolidando-se como um dos rostos mais reconhecidos do mundo. Paralelamente à carreira de atriz, também teve passagem pela música, gravando canções que reforçaram seu status de ícone cultural.

No início dos anos 1970, Brigitte Bardot tomou uma decisão rara para alguém no auge da fama: afastou-se definitivamente do cinema. A partir desse momento, passou a dedicar sua vida à defesa dos direitos dos animais, fundando a Brigitte Bardot Foundation, que se tornou referência internacional no combate aos maus-tratos, à caça ilegal e à exploração animal. Seu ativismo, muitas vezes contundente e controverso, foi uma marca tão forte quanto sua carreira artística.

Vivendo reclusa em Saint-Tropez, no sul da França, Bardot manteve-se distante da vida pública nas últimas décadas, mas nunca deixou de ser uma figura central nos debates culturais e sociais. Mesmo longe das telas, seu nome continuou associado à ideia de liberdade, ruptura de padrões e engajamento pessoal.

A morte de Brigitte Bardot encerra um capítulo fundamental da história do cinema e da cultura francesa. Seu legado permanece vivo tanto nas obras que ajudou a eternizar quanto na luta que escolheu travar fora dos holofotes, transformando fama em causa e influência em ação.

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