Governo de SP alerta para risco de sarampo durante a temporada de cruzeiros no litoral paulista

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O Governo do Estado de São Paulo emitiu um alerta aos serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes diante do aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026. A medida leva em conta a circulação internacional do vírus e o intenso fluxo de passageiros e tripulantes de diferentes países que passam pelo litoral paulista.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Brasil recuperou em 2024 a certificação de eliminação do sarampo. No entanto, somente em 2025 já foram registrados 38 casos importados ou relacionados à importação no país. Desse total, dois casos foram confirmados no estado de São Paulo até o mês de dezembro.

A pasta destaca que há surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, o que exige vigilância permanente, especialmente em ambientes com grande concentração de pessoas, como navios de cruzeiro e áreas portuárias.

Vacinação é principal forma de prevenção

A orientação do governo estadual é que todas as pessoas que pretendem viajar, inclusive em cruzeiros marítimos ou eventos de grande porte, verifiquem a caderneta de vacinação e garantam o esquema completo da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A recomendação é que a imunização ocorra, preferencialmente, com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem.

A temporada de cruzeiros 2025/2026 já teve início no Porto de Santos, principal porta de entrada desse tipo de turismo no país, o que reforça a necessidade de atenção redobrada por parte das autoridades de saúde e da população.

Doença é altamente contagiosa

O sarampo é uma doença viral de alta transmissibilidade, espalhada pelo ar, principalmente em locais fechados e com grande circulação de pessoas. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas pelo corpo, que costumam surgir entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus.

A Secretaria de Saúde orienta que pessoas que apresentem sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem procurem imediatamente um serviço de saúde, informem o histórico de deslocamento recente e evitem circular em locais públicos.

Por se tratar de uma doença de notificação compulsória imediata, casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, para que medidas de contenção e bloqueio sejam adotadas rapidamente.

Cuidados recomendados

Além da vacinação, o governo reforça medidas básicas de prevenção, como higienizar as mãos com frequência, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e reduzir a exposição a ambientes fechados e pouco ventilados, especialmente durante viagens e períodos de grande movimentação turística.

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