O Governo Federal divulgou uma nota oficial para desmentir uma nova onda de fake news que voltou a circular nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, afirmando falsamente que transações financeiras a partir de R$ 5 mil seriam taxadas, com alíquota de 27,5% e multa de até 150% em caso de não pagamento.
As mentiras ganharam força após uma fala do comentarista Emilio Zurita no programa Pânico, da Jovem Pan, e passaram a ser utilizadas como arma política por setores da extrema direita contra o governo do presidente Lula.
Na nota, o governo foi categórico ao esclarecer que:
- A Constituição Federal proíbe a tributação sobre movimentações financeiras, o que torna inexistente qualquer imposto sobre transferências, inclusive via PIX
- Não existe tributação de 27,5% sobre transações financeiras, o que é completamente falso
- Não há qualquer multa de 150% por falta de declaração, como foi inventado nas mensagens
- Não existe e nunca existiu tributação por movimentação financeira nos moldes divulgados
A Receita Federal também se manifestou, afirmando que a disseminação de mentiras e pânico financeiro “interessa apenas a criminosos” e reforçou que as fake news escondem deliberadamente uma informação central: a partir de janeiro, quem ganha até R$ 5 mil estará totalmente isento do Imposto de Renda, e quem recebe até R$ 7.350 terá desconto.
Segundo o órgão, é justamente esse ponto que os autores das mensagens falsas não querem que a população saiba.
Após a repercussão da nota oficial do governo, a Jovem Pan emitiu um pedido público de desculpas e removeu o conteúdo relacionado à fala que deu origem à desinformação. O recuo ocorreu depois de forte pressão e do esclarecimento formal das autoridades federais.
O episódio reforça o alerta sobre o uso recorrente de fake news como instrumento político, especialmente em temas econômicos sensíveis, com o objetivo de gerar medo, confusão e desgaste institucional. O governo voltou a orientar a população a não compartilhar informações sem checagem e a buscar sempre fontes oficiais.



