Mesmo com a redução recente de notificações, a dengue continua no radar da saúde pública em Mongaguá, no Litoral Norte paulista. A Secretaria de Saúde destaca que a chegada do verão, combinada a dias mais quentes e períodos chuvosos, cria o ambiente ideal para o avanço do Aedes aegypti, o que exige vigilância redobrada.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Nadya Gurgel, detalhou o cenário atual. Segundo ela, o município registrou 29 notificações em outubro, com 2 confirmações; 25 em novembro, todas descartadas; e 7 em dezembro, igualmente negativas. Apesar do quadro controlado, a enfermeira lembrou que a doença tem padrão sazonal e pode voltar a crescer no início de 2026, impulsionada pelas condições climáticas.
Para manter a cidade protegida, a Prefeitura segue com inspeções em bairros, remoção de criadouros e monitoramento contínuo. Em janeiro, será realizada uma nova Avaliação de Densidade Larvária (ADL), mapeamento que orienta as ações de campo conforme os pontos com maior presença de larvas.
A Secretaria ressalta que o combate depende da colaboração da população. Os ovos do mosquito podem resistir secos por mais de um ano e eclodem no contato com água, o que torna indispensável a limpeza frequente de vasos, calhas, caixas d’água, pneus e piscinas.
Atenção aos sintomas: febre alta repentina, dor intensa na cabeça e atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, cansaço extremo, náuseas, manchas na pele e perda de apetite exigem atendimento médico imediato.
Denúncias de focos do mosquito podem ser feitas na ouvidoria municipal, na Vigilância Epidemiológica, pelo 153 ou em qualquer unidade de saúde. Prevenir a dengue é um compromisso coletivo que mantém Mongaguá segura no verão e além dele.


