O Conselho de Segurança da ONU vai se reunir na próxima segunda-feira para discutir a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na deposição do presidente Nicolás Maduro. A reunião foi solicitada pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, após o presidente americano Donald Trump declarar que Washington pretende administrar o país até uma transição política.
Apesar do anúncio, o encontro ocorre sob forte ceticismo quanto a qualquer efeito prático. Em crises recentes de grande escala, como os conflitos na Ucrânia e em Israel, o conselho se reuniu repetidas vezes sem conseguir impor medidas efetivas, travado pelo poder de veto das grandes potências — especialmente quando os interesses dos Estados Unidos estão em jogo.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a ofensiva como um “precedente perigoso” e cobrou respeito ao direito internacional. Ainda assim, a expectativa é de que a reunião resulte apenas em discursos e posicionamentos formais, sem qualquer capacidade real de constranger ou reverter decisões tomadas unilateralmente por Washington.



