Pesquisas recentes indicam que novas tecnologias podem melhorar — e muito — a previsão do risco de diabetes tipo 2. Um estudo mostrou que uma plataforma de inteligência artificial baseada em monitoramento contínuo da glicose consegue identificar pessoas com alto risco de desenvolver diabetes e até de morrer por doenças cardiovasculares com mais eficiência do que o exame tradicional de hemoglobina glicada (HbA1c). A ferramenta analisa milhões de medições de glicose e consegue antecipar riscos anos antes do diagnóstico clínico.
Outro estudo apontou que pequenas moléculas presentes no sangue, chamadas metabólitos, também podem ajudar a prever o risco futuro de diabetes além dos fatores tradicionais, como idade, peso e histórico familiar. Essas alterações metabólicas aparecem anos antes do aumento da glicose no sangue, o que abre caminho para estratégias de prevenção mais precoces e personalizadas, com foco em mudanças de estilo de vida e intervenções direcionadas.


