Palmeiras é ajudado de novo, escapa de expulsão e estreia com empate na Libertadores

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O Palmeiras estreou com empate por 1 a 1 contra o Junior Barranquilla, em Cartagena, mas o resultado ficou novamente cercado por discussão de arbitragem. O time de Abel Ferreira saiu atrás com pênalti convertido por Téo Gutiérrez no começo do jogo, buscou a igualdade na etapa final com Ramón Sosa e somou um ponto no Grupo F da Libertadores.

Só que o lance que mais incendiou a partida não foi o gol do empate. Aos 14 minutos do segundo tempo, Gustavo Gómez entrou forte, deixou a trava da chuteira na canela de Paiva e a arbitragem mandou seguir sem sequer aplicar cartão. Pelo contato e pela forma da jogada, ficou um cenário claro para discussão de expulsão direta, mas o Palmeiras escapou de uma punição pesada num momento decisivo do confronto.

Dentro de campo, o Verdão fez um primeiro tempo abaixo, travado e pouco criativo. O gramado ruim atrapalhou, mas isso não explica tudo. O time demorou a entrar no jogo, viu Mauricio cometer o pênalti que originou o 1 a 0 do Junior e passou boa parte da etapa inicial sem conseguir transformar sua superioridade técnica em futebol de verdade. Na volta do intervalo, Abel mexeu na equipe, Sosa entrou bem e empatou aos 9 minutos, mas o Palmeiras voltou a oscilar e ainda precisou de Carlos Miguel para evitar a derrota no fim.

O incômodo para os rivais cresce porque a sensação é de repetição. Ainda no domingo, o Bahia deixou o campo reclamando de uma falta de Gustavo Gómez no lance do gol da vitória palmeirense, e Rogério Ceni chamou a arbitragem de “vergonhosa”. Agora, poucos dias depois, surge outro episódio pesado envolvendo o mesmo zagueiro, outra vez sem a punição máxima. Para quem acompanha a sequência, o discurso de que o Palmeiras vem sendo beneficiado jogo após jogo ganha cada vez mais combustível.

E mesmo assim Abel Ferreira voltou a reclamar. No intervalo, o treinador foi cobrar o árbitro por uma falta não marcada em Arthur, e depois do jogo Gustavo Gómez ainda disse que o adversário “encontrou um pênalti”. O contraste chama atenção: o Palmeiras sai de mais uma partida com lance contestado a seu favor, mas mantém o tom de que é ele o prejudicado da noite.

No fim, o empate até pode ser útil na tabela, mas o debate que fica é outro. Mais uma vez, o Palmeiras não encerra uma partida grande apenas falando de futebol. Entre atuação irregular, reclamação do outro lado e um possível vermelho ignorado para Gustavo Gómez, o roteiro se repete e a arbitragem volta a andar lado a lado com o time de Abel.

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