Surto raro de hantavírus em cruzeiro acende alerta, mas risco global é considerado baixo

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Um surto de hantavírus identificado em um navio de cruzeiro que fazia uma viagem de longa distância a partir da Argentina passou a mobilizar autoridades sanitárias de vários países. O caso envolve passageiros do MV Hondius, e já resultou em mortes confirmadas, hospitalizações e rastreamento internacional de contatos. Apesar da repercussão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém a avaliação de que o risco de disseminação global segue baixo.

Segundo as informações reunidas por especialistas ouvidos pela publicação, o surto está ligado à cepa andina do hantavírus, uma variante rara por ter potencial de transmissão entre humanos em situações de contato próximo e prolongado. A suspeita é de que os primeiros infectados tenham sido expostos a roedores ou resíduos contaminados antes mesmo do embarque, ainda na América do Sul.

Até 11 de maio, ao menos sete casos confirmados haviam sido registrados, com três mortes relatadas. Passageiros também precisaram de atendimento em diferentes países, enquanto os demais viajantes passaram a ser tratados como contatos de risco, mesmo sem sintomas. Com isso, parte deles entrou em quarentena e o rastreamento internacional foi reforçado.

Especialistas explicam que o hantavírus costuma ser transmitido por meio do contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. No caso da cepa andina, no entanto, também pode haver contágio entre pessoas, desde que exista exposição intensa e continuada. Ainda assim, médicos consultados destacam que esse tipo de transmissão não é comum e não se compara ao padrão de disseminação de vírus respiratórios como o da Covid-19.

Os sintomas iniciais podem ser inespecíficos, como febre, dor muscular, mal-estar, dor abdominal, vômitos e diarreia. O problema é que, após essa fase inicial, alguns pacientes podem evoluir rapidamente para quadro grave, com dificuldade respiratória, queda de pressão e comprometimento pulmonar. Por isso, a orientação é que pessoas expostas procurem atendimento médico imediato caso apresentem sinais suspeitos.

As recomendações para os passageiros envolvidos incluem isolamento domiciliar, monitoramento por várias semanas e busca rápida por assistência médica em caso de sintomas. Já profissionais de saúde foram orientados a usar equipamentos de proteção e a seguir protocolos mais rígidos de prevenção.

No momento, a avaliação predominante entre os especialistas é de que o episódio exige vigilância, mas não aponta para uma ameaça de escala global. O foco das autoridades segue sendo conter o surto, acompanhar os contatos e entender com precisão como a transmissão ocorreu a bordo e antes da viagem.

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