O governo federal iniciou uma mobilização nacional para ampliar a presença de pescado na alimentação escolar da rede pública, fortalecendo ao mesmo tempo a agricultura familiar, a pesca artesanal e a aquicultura familiar. A iniciativa, coordenada pelo FNDE, MEC e Ministério da Pesca e Aquicultura, definiu 2026 como o Ano do Pescado na Alimentação Escolar.
A proposta busca melhorar a qualidade nutricional das refeições oferecidas aos estudantes e incentivar o desenvolvimento econômico de comunidades pesqueiras em todo o Brasil. Dados de uma pesquisa nacional mostram que o pescado ainda é pouco utilizado nas escolas públicas: 64% dos nutricionistas entrevistados afirmaram que o alimento não faz parte do cardápio das unidades sob sua responsabilidade. O levantamento também apontou que a tilápia lidera entre as espécies mais consumidas, principalmente no formato de filé, considerado mais prático e seguro para o preparo escolar.
Especialistas destacam que o pescado é rico em proteínas, vitaminas, minerais e ômega-3, nutrientes importantes para o crescimento, fortalecimento da imunidade e desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes. Além dos benefícios à saúde, a ampliação do consumo de peixe na merenda escolar pode abrir novas oportunidades para pescadores artesanais e produtores familiares, fortalecendo a economia local e incentivando práticas sustentáveis no setor pesqueiro.


