A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta sexta-feira (29) que os planos de saúde individuais e familiares poderão ter reajuste máximo de 5,11% em 2026. O percentual é o menor autorizado pelo órgão regulador desde o ano 2000, desconsiderando o período excepcional da pandemia, quando houve redução nos valores cobrados.
O reajuste dos planos de saúde vale para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 e será aplicado no mês de aniversário de cada contrato. Segundo a ANS, cerca de 7,7 milhões de brasileiros possuem planos individuais ou familiares, modalidade em que o aumento anual é regulado pelo governo federal. Já os planos coletivos e empresariais continuam tendo reajustes definidos por negociação entre operadoras e empresas contratantes.
De acordo com a agência, o cálculo considera fatores como despesas médicas, frequência de utilização dos serviços e inflação do setor de saúde. O índice aprovado ficou acima da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses, mas abaixo dos percentuais autorizados nos anos anteriores. Em 2025, por exemplo, o reajuste máximo havia sido de 6,06%.
A decisão ainda será publicada no Diário Oficial da União. A ANS afirma que o objetivo é equilibrar os custos das operadoras e a capacidade de pagamento dos consumidores.


