A vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre a Chapecoense voltou a levantar críticas pesadas contra a arbitragem. O time paulista venceu com gol de Paulinho no segundo tempo, mas o lance que mais gerou indignação foi a anulação do empate da equipe catarinense já na reta final da partida, em decisão revisada pelo VAR e interpretada por muitos como mais um episódio de favorecimento ao clube alviverde.
Aos 49 minutos do segundo tempo, a Chapecoense chegou ao gol com Ítalo após jogada dentro da área, em um momento de pressão intensa sobre o Palmeiras. O lance, porém, foi revisado pelo árbitro após chamada do VAR, que apontou falta em Murilo. A arbitragem anulou o gol e frustrou a reação catarinense justamente no momento em que o empate parecia consolidado. A marcação provocou revolta porque, para jogadores, torcedores e parte de quem acompanhou a partida, o gol tinha condições de ser validado.
O roteiro do jogo aumentou ainda mais a sensação de injustiça. O Palmeiras já havia ficado com um jogador a menos ainda no primeiro tempo, após a expulsão direta de Allan, e mesmo assim conseguiu abrir o placar aos 19 minutos da etapa final, com Paulinho. Depois disso, a Chapecoense foi para cima, criou chances, teve gol anulado e ainda desperdiçou um pênalti com Bolasie, que acertou o travessão aos 64 minutos.
No fim, ficou a impressão de que o Palmeiras, mais uma vez, encontrou na arbitragem um elemento decisivo a seu favor. A Chapecoense pressionou, marcou, teve o gol retirado após revisão e saiu de campo sem pontuar. Em um campeonato cada vez mais disputado, lances como esse ampliam a desconfiança e reforçam o debate sobre o peso das decisões de arbitragem em jogos grandes.


