O Ministério Público de São Paulo ingressou com ação de improbidade administrativa contra o vereador Thiago Alexandre, o Professor Thiago Alexandre, por suspeita de manter um esquema de rachadinha no gabinete quando presidia a Câmara de São Vicente, entre 2021 e 2022. A apuração também inclui outras cinco pessoas e se apoia em áudios, documentos e movimentações bancárias que, segundo a Promotoria, indicariam repasses sistemáticos de parte dos salários de assessores para pessoas ligadas ao parlamentar.
Um dos principais elementos citados no processo é o caso de um assessor que recebeu R$ 62.380,05 da Câmara em poucos meses e, no mesmo período, transferiu R$ 54.575,00 para uma pessoa de confiança do vereador — o equivalente a cerca de 87% do valor recebido. O juiz Leonardo de Mello Gonçalves entendeu que há indícios suficientes para manter a ação em andamento. O vereador nega irregularidades, diz confiar que os fatos serão esclarecidos no processo e afirma que ainda não foi oficialmente citado para apresentar defesa.


