O número de mortes no trânsito associadas ao consumo de álcool apresentou queda de 19,5% no Brasil entre 2010 e 2024, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (19), data em que é celebrado o Dia Nacional da Lei Seca. O estudo foi realizado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional em pesquisas sobre o impacto do consumo de bebidas alcoólicas na saúde pública e na segurança viária.
De acordo com os dados, o país registrava cerca de 15 mil mortes relacionadas à combinação entre álcool e direção em 2010. Em 2024, esse número caiu para 13.075 casos. Apesar da redução no comparativo geral, especialistas alertam para uma reversão na tendência observada nos últimos anos. Desde 2020, os índices voltaram a crescer, indicando novos desafios no combate aos acidentes causados pela imprudência no trânsito.
Especialistas apontam que a Lei Seca segue sendo uma das legislações mais eficazes no enfrentamento desse tipo de ocorrência e continua sendo referência internacional. No entanto, o avanço da tecnologia e a facilidade de acesso a aplicativos que informam pontos de fiscalização têm reduzido parte da efetividade das operações. Além disso, persiste a sensação de impunidade entre muitos motoristas, fator que contribui para o descumprimento da legislação.
O levantamento também mostra que homens jovens continuam sendo o principal grupo de risco, enquanto estados como Tocantins, Piauí e Mato Grosso concentram as maiores taxas proporcionais de mortes. Especialistas defendem mais fiscalização, campanhas educativas mais estratégicas e alternativas de transporte seguro como medidas fundamentais para continuar reduzindo acidentes e salvar vidas.


